ausência insaciável
Durante todos esses anos você marcou minha vida. Essa
afirmação me assusta até hoje, mas eu não poderia encontrar outras palavras que
resuma todo esse tempo. Eu não sei mais nada sobre você, mas te desejo as
melhores versões de si. Qual foi o fim daquela fotografia que eu te dei? Fiquei
me perguntando durante muito tempo essa incógnita e criei várias hipóteses...
quando pensei em tudo que eu queria te dizer – se um dia fosse possível, eu
nunca conseguia terminar, por demasia ou vergonha, medo ou excesso de loucura
eu não alcançava todas as palavras... Nada que eu vá dizer justifica minhas
ações tóxicas e egoístas que eu já tive com você, pensar nisso me rasga até
hoje e talvez eu nunca vá me perdoar por isso. Compartilho do mesmo questionamento
que Clarice Lispector usa em um dos seus textos “O que é o que é?”, quando uma
pessoa já partiu do seu mundo há anos e você não deixou um dia sequer passar
sem lembrar da sua ausência, como se chama o que sinto? Difícil não foi te
ver indo embora, foi encarar todos os dias a sua partida de inda sem volta, foi
a consciência do passado que não volta e o futuro que nunca chegará.
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