De tantas incertezas no meio do vazio, o peito não arde mais a ferida não dói o sangue não escorre a luz não acende, a escuridão és minha alma é onde o coração acomoda-se sem medo, em um sono profundo ele descansa sem peso, e em um estalar de dedos ele se liberta ele ganha cores ganha raízes pulsa usando toda sua força resiste a cada disparo persiste a cada fraqueza e não desiste a cada fim... 29/03/17
Durante todos esses anos você marcou minha vida. Essa afirmação me assusta até hoje, mas eu não poderia encontrar outras palavras que resuma todo esse tempo. Eu não sei mais nada sobre você, mas te desejo as melhores versões de si. Qual foi o fim daquela fotografia que eu te dei? Fiquei me perguntando durante muito tempo essa incógnita e criei várias hipóteses... quando pensei em tudo que eu queria te dizer – se um dia fosse possível, eu nunca conseguia terminar, por demasia ou vergonha, medo ou excesso de loucura eu não alcançava todas as palavras... Nada que eu vá dizer justifica minhas ações tóxicas e egoístas que eu já tive com você, pensar nisso me rasga até hoje e talvez eu nunca vá me perdoar por isso. Compartilho do mesmo questionamento que Clarice Lispector usa em um dos seus textos “O que é o que é?”, quando uma pessoa já partiu do seu mundo há anos e você não deixou um dia sequer passar sem lembrar da sua ausência, como se chama o que sinto? Difícil não foi te ver indo e...
Eu não estava simpatizada hoje Nada me definia Nada me ajudava Meu vazio estava inalienável e elevado Meus neurônios faziam isso intencionalmente Eu me subdividia Havia na minha mente uma parte intrínseco de mim mesmo Ele se alimentava de saprófagos E isso doía Meus poucos pensamentos de esperança sobre mim Eram estraçalhados Pobre mente evasiva.
Comentários
Postar um comentário